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História no Chile

1921 - 1974

Início

A introdução de espécies Aquícolas exóticas no Chile se desenvolveu durante os anos 1850 e 1920. Graças ao impulso do Instituto de Fomento Pesqueiro (IFOP),os primeiros salmões (Coho) chegaram ao país a partir de 1921 e durante mais de cinquenta e dois anos, a entidade implementou tecnologias pioneiras estrangeiras para cultivar diferentes espécies aquícolas, além de convidar especialistas internacionais para transmitir seus conhecimentos.


1974 - 1990

Consolidação da Indústria

Em 1974 o início do cultivo de truta arco-íris com fins netamente comerciais para consumo nacional e exportação dá um giro radical na salmonicultura nacional. Depois da construção das duas primeiras gaiolas de alevinos em 1976, chegaram ao país 500 mil ovas de salmão Coho, e em 1977 começa um cultivo de circuito aberto, do qual se liberaram mais de 200 mil alevinos de salmão Coho no lago Popetán e 170 mil alevinos de salmão Chinook em Curaco de Vélez, região de Los Lagos.

Em 1978, a contribuição do Estado se tornou mais importante com a criação da Subsecretaria de Pesca e o Serviço Nacional de Pesca, Sernapesca. Desta maneira, entre 1978 e 1980 se desenvolveu uma série de iniciativas privadas e foram criadas diferentes empresas dedicadas exclusivamente à salmonicultura.

No início da década dos anos 80, graças a um pequeno grupo de visionários empresários que apostaram em um incerto e desconhecido negócio, com altos níveis de risco naquela época, começou-se a cultivar o salmão no Chile. Em 1985, existiam em nosso país 36 centros de cultivo operando e a produção total chegava a mais de 1.200 toneladas. Um ano mais tarde, começou o auge da Indústria salmonicultora, onde os projetos de factibilidade exibiam cifras impressionantes de retorno e a produção superava as 2.100 toneladas anuais.

Nesse mesmo ano e como amostra de uma consolidação definitiva da Indústria salmonicultora se criou a Associação de Produtores de Salmão e Truta do Chile A.G, hoje SALMONCHILE. Desde esse instante seu principal objetivo foi gerar um selo de qualidade para a produção e promoção do salmão chileno nos mercados mundiais, estabelecendo requisitos mínimos para as plantas processadoras de suas empresas sócias, a fim de obter uma mercadoria de ótima qualidade.


1990 - 2007

Mudanças Tecnológicas e a Decolagem

Em 1990, a salmonicultura nacional começou a desenvolver a reprodução no país e se obtiveram as primeiras ovas nacionais de salmão Coho. Esta meta, é lembrado como o primeiro progresso científico chileno e o ponto de partida para a decolagem definitiva da Indústria. A partir desse momento foram realizadas as melhorias mais importantes nos alimentos para salmões e o aumento dos volumes permitiu a profissionalização da Indústria, incorporando os alimentos secos com crescentes conteúdos de lipídios e um balanço mais eficiente entre estes e as proteínas.

Com as melhoras nos processos de alimentação, a Indústria avançou em outras técnicas de cultivo. Atualmente, os peixes se transladam da água para as equipes de seleção com bombas, enquanto a contagem, seleção e graduação se realizam numa só operação, diminuindo ao máximo o contato dos salmonídeos com elementos estranhos.

Apesar dos avanços da Indústria chilena e dos mercados, em 1998 a Indústria viveu um dos seus momentos mais complicados devido à crise asiática, que fez os preços caírem no Japão, gerando uma superprodução em nível mundial. Porém, graças às medidas adotadas para enfrentar a situação e uma correta maneira de abordar os desafios por parte dos diversos produtores, a Indústria pôde enfrentar o problema e continuar aumentando sua produção.

Em 2003, a Indústria desenvolveu um Código de Boas Práticas, pioneiro em seu modelo no país.

Em julho de 2007 num centro de cultivo de Chiloé foi reportado oficialmente o primeiro caso de Anemia Infecciosa do Salmão (ISA), doença produzida por um vírus da família Orthomyxoviridae, do gênero Isavirus, que afeta os peixes cultivados em água do mar da espécie Salmão Atlântico. Essa doença gerou uma crise no setor, afetando o processo produtivo da Indústria e o desenvolvimento das regiões do país onde se encontra inserida. Mesmo sendo uma doença que não afeta o ser humano ela provoca alta mortalidade nos peixes, tendo sido diagnosticada também na Noruega nos anos 80 e depois no Canadá, Escócia, Ilhas Faroé e nos Estados Unidos.

O anterior gerou um rápido e eficiente trabalho público-privado que incluiu -numa primeira instância- que a entidade governamental emitisse resoluções como medidas de contingência e, depois, de vigilância e controle, enquanto o grêmio coordenou o trabalho com as empresas do setor e fomentou a autorregulação e relação com o Estado.


2008 - 2013

O Novo Modelo Produtivo

Como toda crise, o processo gerou oportunidades, que impulsionaram o novo modelo produtivo da Indústria, consistente numa série de medidas relacionadas com descansos sanitários, tratamentos coordenados e densidades máximas, além de análises temáticas enfocadas nas concessões, infraestrutura produtiva e nas novas condições sanitárias que incluíram uma série de ações para a detecção de doenças, vacinação, uso de medicamentos e restrição à importação de ovas.

O grêmio, por sua vez, coordenou o trabalho junto com as empresas do setor e criou 44 medidas sanitárias para fomentar a autorregulação e o trabalho público-privado, que incluiu modificações às legislações vigentes até o presente momento, especialmente à Lei Geral de Pesca e Aquicultura e aprovação de novos regulamentos, entre outros, os que paulatinamente e com o esforço e dedicação de todos os envolvidos foi permitindo a recuperação da Indústria.

Atualmente a Indústria aquícola salmonera chilena é o segundo setor exportador do país, e também o segundo produtor de salmões em nível mundial, depois da Noruega, gerando mais de 70.000 empregos diretos e indiretos, e com presença em mais de 70 mercados.